fbpx

Acessibilidade urbana aumenta no Brasil após Paralimpíadas

Cidades passaram a se preocupar mais com a acessibilidade para os deficientes

Andar pelas calçadas, atravessar a rua, andar em transporte público e entrar e sair de edifícios. São coisas que pessoas fazem todo dia sem a menor preocupação ou esforço. Porém, para um deficiente físico, esses são grandes desafios quando se trata de acessibilidade urbana.

Desde 2009, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) trabalha para melhorar os acessos em construções públicas para deficientes e, por isso, criou a portaria 241/2009, incluindo em seus contratos a obrigatoriedade do cumprimento da legislação sobre acessibilidade, com suas especificações.

Deficientes x Acessibilidade?

Acessibilidade
Deficientes enfrentam desafios diários com acessibilidade

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), todas as pessoas vão possuir algum tipo de deficiência temporária ou permanente em algum momento de sua vida, seja quando tiver alguma lesão e não puder andar, ou quando não puder ouvir direito ou estiver sem óculos e não enxergar bem.

A acessibilidade, urbana ou não, afeta todos esses indivíduos. Segundo a OMS em seu Relatório Mundial Sobre a Deficiência, muitas vezes a deficiência depende do ambiente em que o indivíduo se encontra, que, sem a devida acessibilidade, cria barreiras à inclusão e a participação, resultando na deficiência.

O Relatório ainda mostra os resultados de uma pesquisa feita pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2005. Realizada em 114 países, a ONU descobriu que muitos até possuíam políticas de acessibilidade, porém não eram muito aplicadas. Mais de 50% não mostraram padrões de acessos nas ruas e em ambientes ao ar livre. Ainda como resultado da pesquisa, 44% não tinham padrão algum para unidades de saúde, escolas e outros edifícios públicos.

Brasil, acessibilidade e paralimpíadas

Quando a cidade do Rio de Janeiro foi escolhida para ser a casa das Olimpíadas e Paralimpíadas neste ano de 2016, uma das exigências foi melhorias na acessibilidade urbana.

As mudanças vão desde calçadas com piso tátil até transporte público. Segundo a arquiteta do Centro de Vida Independente (CVI), ONG destinada a cuidar de projetos para pessoas deficientes, o Rio de Janeiro não passava por uma intervenção urbanística desse porte desde o Projeto Rio Cidade, da década de 90.

De acordo com a prefeitura, mais de 240 mil turistas estiveram na Cidade Maravilhosa durante as Paralimpíadas e os atletas foram 4.200. Além de projetos com acessos fáceis no Parque Olímpico para quem ia assistir aos Jogos, para as melhorias da cidade, 59 bairros passaram por reformas para incluir calçadas com piso tátil, destinada principalmente aos deficientes visuais.

Acessibilidade
Parque Olímpico foi criado com projetos pensados na acessibilidade

Outro quesito importante para melhorar a acessibilidade para as pessoas com deficiência é a mobilidade, ou seja, o transporte. Ônibus, trens e metrôs passaram por alterações para facilitar o embarque e o período dentro do veículo, com rampas, portas mais largas, espaço para cadeiras de rodas e validador de ticket mais baixo.

Dessa forma, o Rio de Janeiro deixou um legado sobre acessibilidade para todo o mundo. O objetivo é colocar em prática as políticas voltadas a esse assunto, a fim de aumentar a inclusão de deficientes.

Acessibilidade e edifícios

Desde 2004 está regulamentada a lei de 2000 que visa a acessibilidade em prédios residenciais de acordo com a norma 9050 da Associação Brasileira de normas e Técnicas (ABNT). Isso já vale para edifícios novos e também para as reformas de prédios antigos, de quando não se tinha aplicada a política de acessibilidade.

Os projetos já devem estar de acordo com as normas, incluindo especificações. Rampas devem ter no mínimo 1,20m de largura e inclinação máxima de 6%, com corrimão dos dois lados. Portas e corredores devem ser mais largos para facilitar a movimentação de pessoas com cadeiras de rodas.

A ACMA se preocupa com a acessibilidade de deficientes e, por isso, nossos projetos são sempre pensados com o maior respeito e consideração a essas pessoas. Projetos modernos e adaptados para que todos possam atingir seu direito de ir e vir com facilidade e satisfação, visando a inclusão.

Para saber mais, entre em contato: (41) 3322-1929

 

Fontes:

http://www.planejamento.gov.br/assuntos/patrimonio-da-uniao/manual-de-acessibilidade-para-predios-publicos

http://patrimoniodetodos.gov.br/pastaarquivo.2009-07-09.3759851862/Portaria%20241-2009%20Racionalidade%20de%20uso%20de%20imoveis%20da%20Uniao.pdf

http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/usr/share/documents/RELATORIO_MUNDIAL_COMPLETO.pdf

http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2013/09/paralimpiadas-deixarao-legado-de-acessibilidade-diz-presidente-do-comite

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/olimpiadas/rio2016/noticia/2016/06/paralimpiada-deixa-rio-mais-acessivel-para-pessoa-com-deficiencia.html

https://www.sindiconet.com.br/Informese/7180/Obras-e-Reformas/Obras-de-acessibilidade

 

 

 

Investir em acessibilidade valoriza o imóvel e é tendência mundial

A cada dia a sociedade toma mais consciência sobre a necessidade da acessibilidade no cotidiano, para facilitar a mobilidade com mais conforto para usuários de cadeira de rodas, bengala ou qualquer outro tipo de necessidade especial. Tendo isso em vista, vários novos projetos residenciais em Curitiba começam a explorar este conceito de desenho universal de acessibilidade, que consequentemente tem refletido em aproximadamente 20% na valorização destes imóveis. Atualmente, cerca de 25% da população do país necessita destes recursos, que também são fundamentais para idosos, gestantes, grávidas e obesos.

Entretanto, muitas construtoras ainda se mostram resistentes à adequação de seus imóveis, pois acreditam que pode encarecê-los, além de não agradar visualmente futuros proprietários, o que é um grande engano! Vários especialistas no setor afirmam que este tipo de adaptação não torna o projeto mais caro, mas sim, melhora a qualidade do espaço dos habitantes e promove ainda mais a valorização do imóvel.

Para adaptar um imóvel, a norma ABNT NBR 9050:2004 fornece orientações e todos os critérios técnicos a serem levados em consideração em relação à acessibilidade em qualquer tipo de casa. Ainda segundo a norma, são classificados como ‘acessíveis’ todos os imóveis que priorizam a independência e o conforto de pessoas com qualquer tipo de limitação.

Em suas orientações gerais, imóvel acessível é aquele que, por exemplo, elimina qualquer tipo de desnível que possa existir no decorrer do percurso em seu interior, assim como uma superfície que evite derrapamentos e trepidações. A circulação também deve ser livre, dando espaço para que o usuário se movimente o máximo possível e sem qualquer dificuldade.

Cada vez mais arquitetos e engenheiros vêm notando a importância desses projetos para um Brasil que espera, que até 2050, a população de idosos – parte do público alvo de projetos acessíveis – mais que dobre no país. Esse público busca, além de uma boa localização, segurança e tranquilidade, facilidades em acessos e um imóvel que entenda suas limitações e necessidades.

Os empreendimentos da ACMA contam com acessos à cadeirantes, rampas e elevadores, que tornam a vida um pouco mais fácil e digna para quem tem limitações de locomoção. Clique e confira mais detalhes do Terra Gutierrez e o Água Batel:

Terra Gutierrez https://www.acma.eng.br/portal/imovel/edificio-terra-gutierrez/

Água Batel https://www.acma.eng.br/portal/imovel/edificio-agua-batel/

Fonte: Folha do Mate /  Revista Exame